22 de janeiro de 2012
Olho as paredes e o teto. O universo desaba sobre mim, neste corpo febril. Muitas das coisas que alimentam este corpo e esta mente fazem mal e fazem bem. As palavras andam afastadas, as idéias de férias nesse período de seca. Hora de novos resultados, só que desta vez através de novas ações. Ainda há muita confusão, eu perdido como Teseu no Labirinto, mas sem o fio deixado no caminho para retorno.
A tarde se foi num emaranhado de sensações indesejadas, destas que vêm sem avisar e insistem em ficar.
Aqui vai mais uma linha, uma nova linha depois de muito tempo de silêncio. Há momentos de calar para que não se morra, e há momentos em que calar é quase morrer. Este é um deles. Estas linhas mal escritas são apenas linhas mal escritas sobre calar e morrer e viver e procurar.
De volta ao labirinto...
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29 de outubro de 2011
Solilóquio de Hamlet
HAMLET - "Ser ou não ser, eis a questão.
Será mais nobre sofrer na alma
Pedradas e flechadas do destino feroz
Ou pegar em armas contra o mar de angústias
E, combatendo-o, dar-lhe fim?
Morrer; dormir;
Só isso. E com o sono - dizem - extinguir
Dores do coração e as mil mazelas naturais
A que a carne é sujeita; eis uma consumação
Ardentemente desejável. Morrer, dormir...
Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!
Os sonhos que hão de vir no sono da morte
Quando tivermos escapado ao tumulto vital
Nos obrigam a hesitar: e é essa reflexão
Que dá à desventura uma vida tão longa.
Pois quem suportaria o açoite
e os insultos do mundo,
A afronta do opressor, o desdém do orgulhoso,
As pontadas do amor humilhado,
as delongas da lei,
A prepotência do mando, e o achincalhe
Que o mérito paciente recebe dos inúteis,
Podendo, ele próprio, encontrar seu repouso
Com um simples punhal?
Quem agüentaria fardos,
Gemendo e suando numa vida servil,
Senão, porque o terror de alguma
coisa após a morte -
O país não descoberto, de cujos confins
Jamais voltou nenhum viajante
nos confunde a vontade,
Nos faz preferir e suportar males que já temos,
A fugirmos para outros que desconhecemos?
E assim a reflexão faz todos nós covardes.
E assim o matiz natural da decisão
Se transforma no doentio pálido do pensamento.
E empreitadas de vigor e coragem,
Refletidas demais, saem de seu caminho,
Perdem o nome de ação."
(Tradução de Millôr Fernandes)
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25 de julho de 2011
Canção de passagem

A Morte não tem paredes,
ela é seu próprio teto de estrelas cadentes,
nenhum olho aberto pode vê-la,
mas ela
está sempre presente
Vamos indo, sempre em frente,
um caminho, depois vários,
amores
amigos
vizinhos
vem e vão
pra todo lado.
Um universo forma-se ao redor,
este universo
é nossa história.
Nossos passos
nesse mundo
confundem-se
com as horas.
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac
Relógios marcam essa passagem,
relógios nos intimidam
com suas mensagens...
O Tempo passa,
Inevitável;
sua sombra lançada
sobre
nossos passos
na estrada.
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac
Os ponteiros nunca param
Enquanto a Morte
a distância
e o Tempo
nos separam
Será mesmo?
(Por Louis Alien & Edu Planchêz, em 24 de julho de 2011)
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21 de julho de 2011
Cereja Super-Nova

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